PARA OS PROFESSORES DA VIDA


Estar vivo é estar em conflito permanente,


produzindo dúvidas, certezas questionáveis.


Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.


Para permanecer vivo, educando a paixão,


desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.






Medo e coragem em ousar.


Medo e coragem em romper com o velho.


Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente.


Medo e coragem em construir o novo.


Medo e coragem em assumir a educação deste drama, cujos personagens


são nossos desejos de vida e morte.






Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes, cotidianamente,


através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui, uns mais,


outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar, criar.






Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos, na busca permanente


da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma sociedade mais justa,


da felicidade a que todos temos direito.


Este é o drama de permanecermos vivos... fazendo Educação.






Com carinho,



Neusa Campelo.............

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